• 31/03/2020
  • Empresa
  • Corona-Krise

“Renuncio desde já ao meu salário”

Com este seu contributo para as poupanças, o diretor da LIQUI MOLY, Ernst Prost, pretende garantir postos de trabalho

Ernst Prost dirige-se hoje aos seus colegas com o seguinte e-mail:

 

Caras colaboradoras e caros colaboradores,

 

Quero começar com o seguinte pedido:

caras colegas do departamento de salários, peço que, a partir de agora, não me transfiram salário. Renuncio ao meu salário porque consigo viver mesmo que não receba o meu ordenado mensal. Preferimos usar o meu ordenado e outras poupanças para manter todos os nossos postos de trabalho, e evidentemente também o dos nossos trabalhadores temporários. Estas senhoras e estes senhores têm, tal como nós trabalhadores permanentes, um trabalho extremamente importante e, por isso e também por motivos humanos, não podem ser os primeiros a sofrer em termos operacionais. Quero reafirmar mais uma vez, e de forma clara, que não quero perder ninguém nem vou deixar ninguém ficar para trás. Não quero despedir ninguém nem comunicar reduções de trabalho.

Criamos as condições para isso todos os dias, de forma planeada, graças ao nosso elevado empenho pessoal e uma enorme quantidade de trabalho e dedicação. Ao contrário de muitas outras empresas e profissionais liberais, temos a sorte de ninguém nos ter fechado as lojas e de ainda haver procura dos nossos produtos em todo o mundo. Os óleos de motor têm uma importância sistémica porque, também nesta altura, as empresas de transporte, a polícia, os lixeiros, os serviços de emergência, os bombeiros e também os correios têm de manter a sua mobilidade com os seus veículos. É a nossa sorte. O resto é garantido pela nossa eficácia. Não precisamos de esperar por medidas políticas, não precisamos de cheques do Estado nem precisamos de crédito. Uma sorte, uma bênção e a nossa oportunidade de sobreviver.

Temos realmente de afirmar que NÓS, na nossa família Liqui Moly/Meguin, fazemos parte das pessoas afortunadas que ainda têm emprego, não precisam de ter medos existenciais e também têm uma boa perspetiva de futuro. Nas nossas duas fábricas de Saarlouis e Ulm, a produção ainda funciona com dois ou, até, três turnos. Temos uma quota de entrega de quase 100 por cento. Algumas centenas de contentores foram canceladas porque nalguns países, já não há quase nada a funcionar. Apesar disso, conseguimos manter as lojas em funcionamento. Mas só porque ainda estamos a vender, vamos buscar encomendas, conseguimos volume de negócios e trabalhamos em colaboração muito estreita com os nossos clientes na Alemanha e em todo o mundo. Em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, posso dizer que registamos um crescimento de 14 por cento. Não sei se isto vai continuar assim, mas uma coisa posso garantir: se não deixarmos de trabalhar arduamente, se não perguntarmos o que a empresa pode fazer por nós mas perguntarmos o que nós podemos fazer pela empresa e pelos nossos clientes, iremos também superar os próximos meses.

Por favor, deem tudo agora. Deem o vosso melhor. Aguentem-se aí como nunca antes tiveram de se aguentar. Não por mim e, na verdade, não pela empresa, mas por vocês, pelas vossas famílias, pelos vossos colegas, pelos nossos milhares de clientes em todo o mundo para quem as coisas podem, por vezes, estar a correr mesmo mal.

 

Com humildade e gratidão,

Ernst Prost

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Cláudio Delicado
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