Responsabilidade social das empresas

O diretor da LIQUI MOLY, Ernst Prost, fala sobre a economia para além da gestão

Caros(as) companheiros(as),

Mais um tema quente... Alguns pensam que têm uma empresa para ganhar o máximo de dinheiro possível, e pronto. Independentemente de como, com o quê e com quem. Numa sociedade esclarecida, isto não vai funcionar bem. (Esperemos.) Além disso, uma posição e uma atitude destas não são nada dignas do comerciante honesto, do empreendedorismo sólido e dos princípios da economia de mercado livre e social. As empresas têm de cumprir uma responsabilidade social; caso contrário, não servem para nada!

As marcas são muitas vezes os letreiros visíveis das empresas. As marcas refletem o que a chefia da empresa pensa, o seu modo de ação e por que princípios se rege ao gerir a empresa. Se não existir ética, moral, decência e responsabilidade e utilidade social, o cliente continua em frente e põe a marca, a empresa e os produtos de lado, mesmo que estes sejam muito baratos.

Uma empresa tem muito a ver com confiança em todos os aspetos porque nem tudo o que é importante é visível... Mesmo os nossos tempos de transparência decorrentes da Internet exigem confiança, não só para com instituições e empresas, mas principalmente para com as pessoas que estão por detrás delas e que personificam e vivenciam a empresa, a marca, a filosofia da empresa, os valores e os princípios. É precisamente em alturas de crises que as pessoas olham além das aparências e querem saber que empresa e que pessoas se encontram por detrás dos serviços e dos produtos oferecidos. Nessas alturas, não podemos só oferecer fórmulas vazias semânticas tiradas do baú do marketing. É bom vivenciarmos e amarmos verdadeiramente a marca, mantermo-nos fiéis aos seus princípios e assumirmos a nossa responsabilidade. As pessoas sabem muito depressa se o texto foi escrito por uma agência de publicidade ou se é autêntico e saiu da mente, do coração e da alma de uma equipa que defende tanto os benefícios do produto, como também a essência da marca, os valores da empresa e a responsabilidade política na sociedade de uma empresa.

Fico mal disposto quando vejo de que forma alguns gerentes de empresa deitam por terra a sua responsabilidade social para conseguirem mais uns cêntimos de proveitos. Despedem pessoas ou põem-nas em lay-off, esquecem-se de todos os padrões, lamentam-se e imploram a ajuda do Estado ao mesmo tempo que realizam manobras incrivelmente caras de melhoria da imagem da empresa... Já para não falar das exuberantes distribuições de lucros através do recurso a vários truques fiscais e com um intenso dumping social.

Uma gestão empresarial e uma promoção da marca autênticas, sustentáveis e que inspiram confiança funcionam de forma muito diferente. A economia deve servir as pessoas e não o contrário! As pessoas esperam solidariedade com a sociedade, lealdade para com cada indivíduo, a comunidade e o Estado, bem como uma gestão decente e respeituosa de uma empresa cujo produto vão comprar. Mais do que nunca. E NÓS esforçamo-nos, mais do que nunca, por cumprir diariamente esta missão, por ir ao encontro da confiança que depositam em nós e por fazer jus à nossa responsabilidade social.

Ernst Prost