Co-empreendedores

O diretor da LIQUI MOLY, Ernst Prost, fala sobre empreendimento conjunto em vez de trabalho conjunto

Caros(as) colegas,

"Prega dez pregos nesta tábua e, quando acabares, dou-te um novo trabalho." Um bom exemplo para os empregadores e empregados clássicos. Não é mesmo a sério, mas acerta em cheio. :-) Pessoalmente,  prefiro o co-empreendedor. E nós somos quase 1000 co-empreendedores. Há mais de um quarto de século que esta filosofia empresarial rege o nosso trabalho conjunto na empresa. Ainda hoje, nem todos percebem que o empreendimento conjunto traz muito mais benefícios do que o trabalho conjunto.

A palavra Co-empreendedor é posta entre aspas por algumas pessoas e, volta e meia, tenho de explicar que não se trata de publicidade enganosa, mas sim de uma forma de descrever o nosso trabalho em equipa para o bem da empresa e, logo, para o bem de todos. Empreendemos algo juntos. E isto é incrível. A um empreendedor não é preciso dizer que martelo deve usar para pregar que prego em que tábua. Porque ele sabe. Poupar custos, aumentar volumes de negócios, ter lucros – As disciplinas rainhas do empreendedorismo são tratadas pelos co-empreendedores de forma mil vezes mais autónoma, fiável e empenhada do que por meros executantes de ordens. Somos bons para a empresa e a empresa é boa para nós. É uma descrição simples da preocupação mútua para o bem de todos nesta comunidade.

Também a minha família Liqui Moly/Meguin em todo o mundo gosta de ser colocada entre aspas. Digam-me que outra forma de convivência traz mais estabilidade, preocupação e boa vontade para os seus membros do que a família? Claro que também há brigas dentro das famílias, mas aguentamos e ajudamo-nos mutuamente, apoiando-nos uns aos outros. Também esta parte da nossa arquitetura empresarial se deve à nossa filosofia empresarial de humanidade. Nela, nada é forçado e ninguém é deixado para trás. Nela, ninguém é só um número e não há vítimas de racionalizações para aumentar os lucros. E é precisamente porque somos 1000 co-empreendedores e todos os nossos clientes, amigos de negócios e parceiros se juntaram à grande família mundial da Liqui Moly/Meguin que obtemos, ano após ano, êxitos económicos excecionais.

Não é o egocentrismo, o egoísmo e a rivalidade que definem a nossa forma de trabalhar, mas sim a solidariedade, a amizade e o contributo para o bem comum. Quero acabar com um pequeno piscar de olhos a Robert Bosch, que afirmou: "Não é por ter muito dinheiro que pago bons salários, é por pagar bons salários que tenho muito dinheiro." O aspeto financeiro continua a ser importante, assim como a valorização, o respeito, a convivência bem cuidada e o trabalho orientado para os objetivos de todos os que têm um objetivo em comum: que tudo corra bem na empresa para que os postos de trabalho estejam garantidos e todos gostem daquilo que fazem.

Com os meus melhores cumprimentos,

Ernst Prost