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"1 milhão de milhões é igual a 1 bilião".

Neste e-mail, Ernst Prost explica que oportunidade oferece ao Estado esta altura de juros baixos para financiar o relançamento da economia depois da crise do coronavírus

Estimados(as) co-empresários(as) e colegas,

 

Por vezes, gosto de usar vocabulário das artes marciais e falar de lutas intrépidas e combates  heróicos. Normalmente depois de um pouco de vinho tinto ou depois de ler Clausewitz... Só não gosto de retóricas de guerra, seja qual for a intensidade com que quero descrever a situação e o nosso trabalho. Afinal, uma guerra é totalmente diferente de uma crise. E já abordei a diferença entre luta e guerra. A guerra mata pessoas; a luta salva vidas.

E vejo outra grande diferença entre uma guerra e esta crise: numa guerra, tudo fica destruído. Tudo: máquinas, fábricas, instalações, casas. Todos os valores, todos os bens. Tal destruição da propriedade privada, do património empresarial e das estruturas do Estado não existe aqui, mesmo que algumas coisas já estejam deterioradas. Mas não é preciso reconstruir, conforme aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial. Só precisamos de dar a tudo um novo fôlego. Não é uma tarefa pequena, mas também não é impossível. Esta diferença é importante para mim porque, atualmente, há muita gente a escrever sobre uma destruição da economia. Talvez seja mais uma hibernação involuntária e comatosa...

O que nós, Alemães, temos de bom é o nosso zelo, o nosso orgulho e a nossa mania do trabalho regrado. Só isso é já 90% daquilo que precisamos para voltar a todo o gás... Se juntarmos a isso 1000 milhares de milhões de euros ou, por outras palavras, 1 milhão de milhões... Chegamos a 1 bilião de euros. Podem também ser 2 biliões. Então porquê? Atualmente, o dinheiro não custa nada. Os custos do dinheiro chamam-se juros e, atualmente, o Estado não tem de pagar juros. Que sorte... Na altura em que se pagavam juros elevados, a Alemanha pagava anualmente entre 20 e 40 mil milhões de euros de juros pela sua dívida pública. Um orçamento público equilibrado e, principalmente, uma fase sem juros permitem-nos, anualmente, poupar grande parte destes milhares de milhões em juros no orçamento do Estado. Isto é uma boa notícia.

E o que acontece agora do lado da despesa no orçamento de Estado quando adicionamos 2 biliões de euros de dívida à dívida existente de 2 biliões de euros? – Correto: nada! Enquanto o Estado não tiver de pagar juros por isso, não terá custos adicionais e também não precisará de poupar noutro sítio: ainda melhor. Seria fatal se agora tivéssemos de contrair dívidas elevadas devido à crise e se, devido a essas dívidas, ainda tivéssemos de voltar a fazer cortes rigorosos noutro setor (já sabemos onde). Mas não é preciso. É fácil viver com dívidas sobre as quais não precisamos de pagar juros. Principalmente quando se contrai estas dívidas junto dos próprios cidadãos. A palavra-chave é "Obrigação do Estado".

Não sou um ministro das finanças, mas sim um mero diretor, mas é isso que eu faria nesta situação. Sacar da grande bazuca e fazer "whatever it takes", conforme pediu Mario Draghi na altura dele, contraindo o máximo de dívida possível para estimular a economia. Poupar dinheiro agora seria tão absurdo como parar o relógio para poupar tempo.

"A par disso" poderia finalmente apostar-se em programas de investimento urgentemente necessários para modernizar as infraestruturas alemãs que começam a estar periclitantes: escolas, pontes, digitalização, transição energética e saúde. Há muito a fazer. Não falta trabalho e se deitarmos agora lubrificante, ou seja, dinheiro fresco, no motor, estaremos melhores depois desta crise do que antes dela. Se fizermos isso de forma habilidosa, poderá ser não só uma boa receita para a Alemanha, mas também para toda a Europa. No entanto, para isso, temos de nos deixar de ideologias, nacionalismos ou fundamentalismos. A emissão de Eurobonds pelo BCE leva dinheiro fresco também aos nossos vizinhos, a juros baixos. E juros baixos é a única coisa que interessa!

 

Melhores cumprimentos, 

 

Ernst Prost


Portugal